Catire Roso deixa a mente correr solta em “Viajando por la Mente”
Catire Roso lança o single “Viajando por la Mente”, uma balada indie que mistura bossa nova, psicodelia e nostalgia em clima contemplativo.

Algumas músicas não pedem pressa. Pedem deriva. Viajando por la Mente, novo single de Catire Roso, nasce exatamente desse impulso de deixar o pensamento ir longe, sem mapa muito definido. É uma canção que soa solar, mas não óbvia. Leve, mas atravessada por camadas internas.
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Venezuelano, Catire carrega a saudade como matéria-prima constante. Não aquela saudade pesada, de dor fixa, mas uma nostalgia que observa, que contempla, que aceita o tempo como parte do som. Para ele, a música sempre foi o jeito mais honesto de traduzir esse sentimento — e aqui isso fica claro logo nos primeiros acordes.
O single une dois universos que conversam mais do que parece. De um lado, a bossa nova praiana, orgânica, quase caseira, com balanço de sol e vento. Do outro, a psicodelia, entrando aos poucos, abrindo espaço, distorcendo levemente a percepção. O resultado é uma balada indie que flutua, feita para ouvir sem pressa, talvez de olhos fechados.
Viajando por la Mente soa como um lugar de encontro. Entre memórias e imaginação. Entre o que ficou e o que ainda está se formando. Catire aposta nessa mistura sem tentar explicar demais. A música acontece mais no sentir do que no entender.
Essa busca por novas texturas não vem do nada. O artista deixa claro que sua trajetória pessoal pede movimento. A música precisa ser fluida, assim como a própria história de quem vive entre culturas, referências e lugares. Nada muito fixo. Nada definitivo.
A nostalgia aqui não é triste. É quase luminosa. Funciona como ponto de conexão, não como lamento. A canção convida o ouvinte a viajar junto, a se perder um pouco nos próprios pensamentos, sem culpa, sem urgência de chegar.
Com Viajando por la Mente, Catire Roso segue ampliando seu universo sonoro e afetivo. Um passo sincero, delicado, que não grita por atenção — mas fica. E ecoa.