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Foto: João Terezani / Divulgação

Bemti lançou oficialmente “Adeus Atlântico”, seu terceiro álbum de estúdio, e o disco já está disponível nas plataformas de streaming.


Com 10 faixas, o trabalho marca um novo momento na trajetória do artista mineiro — mais direto, mais pop, mas ainda profundamente atento aos detalhes. A Viola Caipira de 10 cordas continua ali, firme, só que agora dividindo espaço com texturas globais, batidas que atravessam continentes e uma sensação constante de deslocamento. Nada de excesso de drama. Aqui, a escolha é pela leveza.



Gravado e produzido entre Brasil, Portugal e Inglaterra, “Adeus Atlântico” soa como um diário de viagem emocional. Canções que nascem da raiz mineira, mas se deixam atravessar por gêneros como o Amapiano, vindo da África do Sul, e o Ziglibithy, da Costa do Marfim. Um disco que olha para diferentes margens do Atlântico e tenta entendê-las a partir de um mesmo corpo, o do próprio Bemti.


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O álbum também funciona como um contraponto claro às produções moldadas por inteligência artificial. Tudo aqui soa tocado, respirado, imperfeito no melhor sentido. Sopros, flautas, bateria orgânica, escolhas de arranjo que exigem tempo. Um som pensado para parecer humano — e ser.


As participações reforçam essa travessia: FBC, Marissol Mwaba, Fyfe Dangerfield, Alex D’Alva, THU, Luar e Haroldo Bontempo aparecem não como adorno, mas como parte da narrativa. Cada voz carrega um lugar, uma paisagem, um idioma emocional diferente.


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Se “era dois” trazia a descoberta e “Logo Ali” mergulhava em camadas densas, “Adeus Atlântico” parece aceitar o movimento constante como regra. Estar sempre indo. Sempre olhando o mesmo oceano, de ângulos diferentes.


O álbum chega com distribuição da Ditto Music, edição da Boa Música Brasil e comunicação da Koch Management.


Já está no ar. Já está acontecendo.