Secret Love, terceiro álbum do Dry Cleaning, chega com escrita afiada, tensão contida e o single “Joy”, confirmando o quarteto londrino.
Crédito: Divulgação

Chega meio sem alarde, mas chega forte. Secret Love, o terceiro álbum do Dry Cleaning, desembarca nesta sexta-feira como quem já sabe exatamente onde pisa. Nada de excessos. Nada de ruído gratuito. Aqui, o quarteto londrino parece mais consciente do próprio silêncio.


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Antes do disco completo, o grupo soltou o último aperitivo: Joy. Uma faixa que não grita felicidade, mas observa. Secamente. Como quem anota algo estranho no caderno e segue em frente. Antes dela, vieram Hit My Head All Day,Cruise Ship Designer e Let Me Grow and You’ll See The Fruit. Todas apontando para o mesmo lugar. Um som mais preciso, menos disperso, ainda inquieto.



Formado por Florence Shaw, Tom Dowse, Nick Buxton e Lewis Maynard, o Dry Cleaning sempre funcionou como uma soma de relações. Amizade, convivência, tempo junto. Secret Love soa exatamente assim: um disco de confiança mútua. A voz falada de Florence continua central, quase literária, enquanto a banda cria tensão ao redor, sem pressa, sem pirotecnia.


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Não é um álbum de impacto imediato. Ele cresce aos poucos. Repetições, pequenas variações, detalhes que só aparecem depois.  Dry Cleaning não só ocupa espaço na vanguarda do rock britânico — eles ajustam o foco. E seguem em frente.