Infinito Latente estreia com sensibilidade e identidade em “Sem Início Nem Fim”
“Sem Início Nem Fim” marca a estreia da Infinito Latente com um álbum sensível, coeso e cheio de identidade no indie nacional.
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| Crédito: Igor Sganzerla e Retalho Music / Divulgação |
O álbum de estreia da banda Infinito Latente, Sem Início Nem Fim, chega como um trabalho surpreendentemente coeso, delicado e emocionalmente honesto. Longe de soar como um projeto ainda em busca de identidade, o disco revela uma banda que já sabe exatamente onde quer chegar — e, mais importante, como quer se comunicar com quem escuta.
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Desde “Amanhãs Azuis”, faixa que abre o disco, fica claro o cuidado com as atmosferas e com a construção das letras. A canção funciona como um convite para entrar nesse universo íntimo, onde sentimentos cotidianos ganham contornos poéticos e arranjos envolventes. Em “Fora do Ar”, a banda traduz o cansaço emocional e a necessidade de silêncio em melodias suaves, enquanto “Fica Bem” aposta na simplicidade como força, criando um abraço sonoro que acolhe sem soar óbvio.
O álbum segue equilibrando momentos de introspecção e leveza. “Cores” e “Deixa Eu” exploram nuances afetivas com arranjos bem resolvidos, reforçando a identidade sonora da banda, que passeia pelo indie nacional com naturalidade e personalidade. Já “Gota por Gota” se destaca pela construção gradual, crescendo aos poucos e permitindo que a emoção se revele sem pressa.
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Faixas como “De Canto” e “Aqui Dentro” aprofundam o caráter confessional do disco, apostando em letras que parecem escritas no limite entre o que se diz e o que se sente. Em “Quantas Vidas”, a Infinito Latente reflete sobre recomeços e escolhas, enquanto “Nosso Quadro” transforma memórias afetivas em imagens sonoras delicadas e nostálgicas.
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Encerrando o álbum, “Motivos Bonitos” funciona como síntese do espírito de Sem Início Nem Fim: um disco que valoriza o sentir, o detalhe e o tempo. A faixa final não fecha portas, mas deixa tudo em suspensão — como se a banda dissesse que a jornada está só começando.
Com Sem Início Nem Fim, a Infinito Latente entrega uma estreia madura, sensível e consistente, mostrando que há muito espaço para a banda crescer sem perder a essência. Um álbum que pede escuta atenta e recompensa quem se permite sentir.
