Álbum “TRÓPICO”, de Mendez DelArt, mistura pop e MPB com identidade nortista, afetividade e uma estética sensível que cresce faixa a faixa.
Capa do álbum: Reprodução / Artista

O pop brasileiro segue se abrindo, ganhando novas cores, novos sotaques. TRÓPICO, álbum autoral de Mendez DelArt, nasce exatamente desse movimento. Um disco que não corre. Observa. Respira. E deixa a musicalidade brasileira conduzir o caminho.


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Entre o pop e a MPB, o trabalho carrega forte presença das raízes nortistas do artista. Isso aparece menos como rótulo e mais como sensação. Está nas escolhas rítmicas, na forma de cantar, nos silêncios entre uma frase e outra. Nada soa forçado. Tudo parece vir de dentro.


As faixas orbitam temas universais — amor, afetividade, identidade — mas tratadas com um cuidado quase íntimo. Não é um álbum expansivo no sentido óbvio. Ele cresce aos poucos. Chega perto. Cria vínculo. Existe uma estética sensível, contemporânea, que atravessa o disco inteiro sem precisar se explicar demais.



TRÓPICO também dialoga com o agora. Pop sem fórmula rígida, MPB sem nostalgia excessiva. Um projeto que entende tradição como ponto de partida, não como limite. É música que conversa com o presente, mas carrega memória, território, história pessoal.