Gilberto Gil emociona ao lado de Flor e Bento Gil em Tiny Desk Brasil histórico
Gilberto Gil se apresenta com Flor e Bento Gil no Tiny Desk Brasil em um encontro emocionante de gerações, com clássicos que marcaram época.
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| Foto / Divulgação |
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No repertório, clássicos que atravessam décadas e permanecem vivos na memória afetiva do público: “Desde que o Samba é Samba”, “Tempo Rei”, “Se Eu Quiser Falar com Deus”, “Choro Rosa” e “Esotérico”. Cada canção ganhou nova camada de significado ao ser compartilhada entre avô e netos — não apenas como herança musical, mas como troca genuína de sensibilidades.
“Desde que o Samba é Samba” abriu a sessão com balanço suave e atmosfera acolhedora, evidenciando a força do violão e a elegância da interpretação de Gil. Flor trouxe frescor e delicadeza aos vocais, enquanto Bento mostrou segurança instrumental e presença cênica madura, mesmo dentro da proposta minimalista do cenário.
Em “Tempo Rei”, o diálogo entre as vozes ganhou destaque. A música, que já carrega reflexão sobre passagem do tempo, tornou-se ainda mais simbólica diante do encontro de gerações. O arranjo enxuto valorizou as nuances vocais e a cumplicidade evidente entre os três artistas.
“Se Eu Quiser Falar com Deus” foi um dos momentos mais emocionantes da apresentação. A interpretação respeitosa, quase contemplativa, reforçou a dimensão espiritual da obra. Já “Choro Rosa” e “Esotérico” trouxeram leveza e lirismo, fechando o set com poesia e musicalidade sofisticada.
O Tiny Desk Brasil, conhecido por destacar performances orgânicas e próximas do público, encontrou nesse encontro familiar um de seus episódios mais emblemáticos. A apresentação reafirma a grandeza de Gilberto Gil como mestre da canção brasileira e evidencia que o legado segue pulsando, renovado, nas vozes de Flor e Bento.
Mais do que um show, foi um retrato sensível de continuidade — a prova de que a música, quando atravessa gerações, não apenas resiste: ela floresce.
