Pupillo lança primeiro álbum solo e reúne Céu, Rodrigo Amarante e Adrian Younge em encontro musical sofisticado
Ex-Nação Zumbi, Pupillo estreia álbum solo “Pupillo”, com participações de Céu, Rodrigo Amarante e Adrian Younge.
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| Foto: Divulgação |
Depois de décadas moldando o som de alguns dos discos mais marcantes da música brasileira, Pupillo finalmente assume o centro da própria narrativa. O baterista, produtor e compositor apresenta “Pupillo”, seu primeiro álbum em carreira solo, lançado em 6 de março de 2026 pelo selo Amor in Sound.
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O projeto chega como um encontro musical expansivo: um disco que atravessa grooves psicodélicos, experimentação instrumental e colaborações que ampliam o universo criativo do artista. Entre os convidados estão nomes como Céu, Rodrigo Amarante, Amaro Freitas, Adrian Younge e Carminho, que aparecem ao longo do álbum emprestando vozes e texturas para as composições.
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Coproduzido por Pupillo ao lado de Mario Caldato Jr., conhecido por trabalhos com Beastie Boys e Jack Johnson, o disco aposta em uma abordagem musical que mistura pulsação rítmica e atmosfera cinematográfica. Em vez de tratar as participações como simples feats, o artista utiliza as vozes convidadas como instrumentos dentro das estruturas sonoras do álbum, criando camadas que transformam cada faixa em pequenas paisagens musicais.
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| Pupillo / Fred Siewerdt |
A estreia solo também dialoga diretamente com a trajetória do músico. Pupillo ficou conhecido como baterista da Nação Zumbi, banda fundamental para a consolidação do manguebeat e para a modernização do rock brasileiro nos anos 1990, antes de se consolidar como um dos produtores mais respeitados da música nacional. Ao longo dos anos, ele assinou projetos com artistas como Gal Costa, Erasmo Carlos, Nando Reis e a própria Céu.
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Com 12 faixas e cerca de 37 minutos de duração, “Pupillo” funciona quase como um laboratório criativo: um disco que reflete o olhar de um músico acostumado a construir sons nos bastidores, mas que agora transforma essa experiência em linguagem autoral.
Mais do que uma estreia solo tardia, o álbum soa como um ponto de convergência na carreira de Pupillo reunindo produção refinada, colaborações de peso e uma identidade sonora que mistura psicodelia, música brasileira e grooves contemporâneos. E, pelo que o disco sugere logo nas primeiras audições, essa nova fase do artista parece apenas estar começando.

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