google.com, pub-7049143976902454, DIRECT, f08c47fec0942fa0
⚡Lançamentos 0 views

Pedro lanches mira longe com “miopia” e abre uma fase mais ousada, mais instintiva

Em “miopia”, novo single lançado pela Matraca Records, pedro lanches revela uma mudança estética, explorando timbres experimentais.

Editor do post

novembro 27, 2025

Publicidade
 

Review

Pedro lanches mira longe com “miopia” e abre uma fase mais ousada, mais instintiva

Pedro lanches / Divulgação

Miopia chega com um frescor meio inquieto, daqueles que anunciam mudança antes mesmo de você perceber. pedro lanches, o músico sul-matogrossense que adotou São Paulo como casa, soltou “miopia”, faixa inédita que se desprende do universo de veio sem maionese e indica que o próximo capítulo vai vir com outra textura, outro peso, outra coragem.

{ads}


A música saiu nessa quinta, 27/11, pelo selo Matraca Records, e já aterrissou nas plataformas como quem abre a porta sem pedir permissão. É pedro, mas um pedro mais ousado — arriscando mais nos timbres, nas camadas, no jeito de costurar as emoções dentro do arranjo. Ainda tem o esqueleto indie rock que move sua identidade, claro, mas agora com um impulso experimental, quase instintivo.

E esse sopro novo não é por acaso. “A dinâmica das coisas mais novas vem muito das nossas experiências ao vivo enquanto banda”, ele conta. O palco virou laboratório. Os testes acontecem com público, som alto, risco real. A banda — Pedro Zurma, Guido Almeida, Leonardo Sardela e Lucas Anderson — funciona como engrenagem coletiva. E “miopia” já nasce com essa energia de show, de música respirando em tempo real, imaginada com olhos voltados para o palco.

{ads}

O single também dá sequência ao ritmo acelerado de lançamentos e shows que pedro tem vivido nos últimos meses. Além de rodar o Brasil com o repertório do primeiro disco, vieram “eu me lembro de tudo” e “tatuagens escondidas”, criando uma ponte entre a fase anterior e o que está chegando agora.

Mas, no fim, é “miopia” que marca o ponto de virada mais visível. “No disco eu tava testando muita coisa. Hoje eu tenho mais certeza de pra onde seguir, de como minha voz soa, do que eu alcanço e do que eu não alcanço”, ele diz. E essa segurança aparece nos detalhes: nas texturas moduladas, nos timbres que se acumulam devagar, na forma como as camadas crescem sem esmagar o espaço entre elas. Tudo soa mais consciente, mais decidido.

{ads}

A letra acompanha essa rota. O eu-lírico tenta enxergar melhor o próprio caos — expectativas confusas, nostalgias insistentes, emoções que batem tortas. É sobre apertar os olhos diante do mundo pra ver se, de algum jeito, o contorno das coisas fica menos borrado. E esse esforço vira música: uma mistura de confusão, sensibilidade e aquele impulso meio triste, meio luminoso, de quem tenta encontrar alguma clareza dentro da própria névoa.

 “miopia” é isso: um pequeno passo para fora do lugar onde pedro estava, e um salto enorme para o lugar onde ele quer chegar. Uma faixa que aponta futuro — um futuro mais arriscado, mais consciente, mais dele.