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Foto: Kim Koeche / Divulgação

Ana Cacimba transforma espiritualidade em afeto e resistência em som no lançamento de Mandinga, novo single que marca um momento de reafirmação artística e ancestral. A musicista quilombola e periférica aposta em um afro pop tropical de pegada world music para falar de fé afro-brasileira, proteção simbólica e recomeços possíveis.


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Lançado em 2026, “Mandinga” parte do significado histórico da palavra — tradicionalmente associada aos amuletos de proteção usados por povos africanos — para ressignificá-la como metáfora de força espiritual. A canção revisita a ideia de “corpo fechado” não como feitiço literal, mas como a capacidade de se reerguer após as quedas, sustentada pela ancestralidade e pela espiritualidade.



A faixa foi composta por Ana Cacimba em parceria com Léo da Bodega e produzida pelos hitmakers Los Brasileiros, nos estúdios Head Media. Musicalmente, o single se constrói como um percurso de atravessamento, acompanhando em camadas sonoras a ideia de encerramento de ciclos e abertura para novos caminhos.


Foto: Kim Koeche / Divulgação


“Quero que as pessoas se sintam acolhidas, como se a música fosse um abraço que lembra que sempre é possível recomeçar”, destaca Ana Cacimba ao comentar a experiência emocional proposta por “Mandinga”.



Ao longo desse percurso simbólico, a espiritualidade aparece como elemento de sustentação, com a presença de Iemanjá evocando o fechamento de etapas e o nascimento de novas histórias. A referência surge de forma sensível e poética, ampliando a dimensão espiritual da narrativa sem recorrer a literalidades.


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A sonoridade de “Mandinga” transita por um afro pop tropical de estética world music, combinando violões, congas e beats eletrônicos. O resultado é uma atmosfera leve, praiana e brasileira, que evoca acolhimento, bem-estar e elevação emocional, funcionando como apoio afetivo em momentos de fragilidade.



O lançamento é acompanhado por um visualizer oficial, criado a partir de uma montagem digital assinada pela artista visual Ysis Policarpo, que amplia o universo simbólico da faixa e reforça sua identidade estética e espiritual.



Inserida na nova MPB de viés solar e contemporâneo, “Mandinga” dialoga com artistas como Gilsons, Benziê, Letícia Fialho, Avuá, Amanda Magalhães e Rachel Reis. O novo trabalho de Ana Cacimba consolida sua linguagem ao transformar fé, memória e música em um convite sensível ao recomeço — pessoal, coletivo e ancestral.