Entrevista: Vini fala sobre “Vento”, amadurecimento e a liberdade de perder o controle
Entrevista exclusiva – Alt Pop
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| Divulgação |
Após marcar seu espaço no pop com o álbum “Indomável” em 2025, o cantor e compositor Vini iniciou um novo capítulo da trajetória com o single “Vento”. A faixa marca uma transição profunda, trocando a urgência de seus primeiros trabalhos por uma produção consciente e madura. Com uma sonoridade synthwave que evoca mistério e tensão, o artista utiliza o vento como uma metáfora poderosa para a impermanência, celebrando a coragem de deixar o passado ir para que o novo possa chegar.
O lançamento é acompanhado por um clipe cinematográfico e intenso, onde Vini se entrega a performances sob chuva e em meio à natureza para dar forma visual ao invisível. O projeto não apenas antecipa a atmosfera de seu próximo álbum, mas solidifica sua assinatura artística: uma mistura de vulnerabilidade emocional com uma estética pop expansiva. Para ele, este é o momento em que a música deixa de ser apenas um refúgio para se tornar sua direção definitiva.
Em entrevista exclusiva, Vini abre o jogo sobre o processo introspectivo de composição, os desafios de gravar cenas reais sob chuva e a sensação de finalmente encontrar sua voz no cenário independente. Ele reflete sobre como a aceitação das mudanças inevitáveis da vida transformou sua arte em um manifesto de renovação e esperança.
Vini, "VENTO" é uma música que pede para ser sentida. Como você imagina a energia do público ao cantar esse refrão ao vivo com você?
Vini
Eu tive a oportunidade de cantar ao vivo no meu último show, dia 10 de fevereiro em São Paulo. E com certeza foi o ponto alto da noite. Mesmo sendo nova, muitos já sabiam cantar e ouvir todos juntos colocando para fora foi uma atmosfera maravilhosa! Ao vivo a música sempre se torna ainda mais viva.
Qual foi a parte da letra de "VENTO" que mais te emocionou escrever ou gravar?
Vini
“Não dá pra segurar o que precisa ir, nem dá pra apressar o que ainda não passou aqui”.
Essa frase na música é bem gritada, como se eu estivesse mesmo colocando tudo pra fora. Então foi com muito sentimento.
Essa frase na música é bem gritada, como se eu estivesse mesmo colocando tudo pra fora. Então foi com muito sentimento.
O clipe é cinematográfico e intenso. Teve algum momento de "perrengue chique" ou curiosidade nos bastidores das gravações sob a chuva?
Vini
A chuva, em grande parte dos cenários, foi cenográfica com mangueira. Para um melhor controle das cenas, nós gravamos em casa em um cenário improvisado, muita iluminação para simular raios e mangueira para jogar a água. Foi um processo entre amigos e muito divertido. Não foi uma grande produção por trás, mas ficou um clipe intenso e incrível. Fiquei muito feliz com o resultado.
Já as cenas externas realmente foram chuva de verdade, e foi muito divertido — fazia anos que não me permitia tomar chuva de verdade. Me diverti, me libertei, fui livre!
Já as cenas externas realmente foram chuva de verdade, e foi muito divertido — fazia anos que não me permitia tomar chuva de verdade. Me diverti, me libertei, fui livre!
Muitos artistas independentes sofrem para encontrar sua voz. Você sente que finalmente encontrou a sua "assinatura" com esse novo single?
Vini
Sim, tenho sentido que cada vez mais estou confirmando minha identidade. Minhas músicas não são iguais ao que já temos por aí no mercado aqui no Brasil. Eu e meu produtor Ricieri Thales sempre tentamos trazer sons, conceitos e inspirações diferentes.
Se você pudesse resumir a sensação de ouvir "VENTO" pela primeira vez em apenas três palavras, quais seriam?
Vini
Intensidade, coragem e libertadora.
