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Capa por William Paiva / Divulgação

O Mombojó está de volta ao território das canções inéditas — e começa dançando. A banda pernambucana lança nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, o single “É o Poder da Dança”, faixa que inaugura oficialmente o ciclo de seu novo álbum, previsto para o final de abril.

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“É o Poder da Dança” marca o primeiro trabalho autoral do grupo em seis anos e funciona como ponto de partida para um disco que vem sendo gestado há cerca de três anos. O projeto começou a tomar forma em 2023, no Estúdio Pólvora, sob produção de Léo D — o mesmo nome por trás de Nadadenovo (2004), estreia que projetou o Mombojó nacionalmente.

Segundo a banda, o single nasceu “quase como uma cantiga de roda: uma coisa simples, circular, meio espiritual”. A inspiração inicial veio da tradição vocal de grupos como Os Tincoãs, mas a faixa ganhou novos contornos no processo coletivo de arranjo. Entre psicodelia pop e referências contemporâneas como Altin Gün, a canção encontrou um caminho mais luminoso e rítmico — impulsionado especialmente pelos teclados de Chiquinho, que conduzem a música para um território menos óbvio dentro da discografia do grupo.

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O reencontro com Léo D também carrega um peso simbólico. Ao revisitar o produtor do álbum de estreia, o Mombojó cria uma ponte direta com suas origens, ao mesmo tempo em que aponta para uma nova maturidade criativa. O novo disco promete retomar a linguagem que apresentou a banda ao Brasil há mais de duas décadas, mas sob uma perspectiva mais quente, dançante e expansiva.

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Formado no Recife no início dos anos 2000, o Mombojó consolidou sua trajetória ao fundir rock, eletrônica e canção brasileira com forte dose de experimentação pop. Ao longo dos anos, a banda lançou trabalhos como Homem-Espuma (2006), Amigo do Tempo (2010), Alexandre (2014), Deságua (2020) e o projeto especial Carne de Caju (2024), dedicado à obra de Alceu Valença.

Fotos por Olivia Leite / Divulgação

Agora, com “É o Poder da Dança”, o grupo parece sinalizar um renascimento — mais solar, mais rítmico, mas ainda fiel à elaboração de arranjos e à liberdade estética que sempre definiram sua identidade. Se o single é o primeiro passo, abril promete consolidar esse novo momento como um dos capítulos mais interessantes da música independente brasileira em 2026.